sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Jornal de Viagem VI



Após horas por verdes e ziguezagueantes estradinhas, com suas adoráveis vilas e vilarejos, chegar a Laerdal, embarcar num ferry e, durante 2h e 15 min. navegar pelo Sogner Fjord (o maior fiorde da Noruega, 2º do mundo - 204 km de extensão) até Gudvangen, além de inesquecível experiência, revela com muita clareza a razão do significado desse nome, "Fiorde dos Sonhos".




Saio de um poema que escrevi há cerca de 40 anos e entro na realidade deste sonho antigo.

 


Mas, afinal, o que é um fiorde? Bem, é só acessar o Google que eles nos dará inúmeras definições e descrições para estas incríveis maravilhas da natureza, o mar adentrado em vales estreitos, com paredões (abertos por erosões causadas por degelos glaciares há milhares de anos) que chegam a 1.000 m de altura.





Suas azuis e plácidas águas (em norueguês, fiorde significa "porto seguro") podem atingir profundidades de até 1.500 metros, por onde podem navegar transatlânticos.




Nesta época, o gelo ainda encimando as montanhas, mas com temperaturas aqui embaixo ao redor de 22 graus, podem ser avistadas belas cachoeiras resultantes do degelo, que despencam de altitudes com mais de 400 metros. Às margens, pequenas povoações parecem pintadas (ou seria melhor "esculpidas") naqueles cenários de... sonho.




Mas de que servem esses dados e definições se o que vemos e sentimos dispensa qualquer explicação?




Navegamos... e isso é tudo... e isso é muito.

6 comentários:

  1. Lucia Sandes Kimura12 de agosto de 2013 16:34

    Muito lindo o seu relato sobre a viagem e de igual beleza, as fotos!
    Viajar é uma das atividades mais prazerosas que conheço. ADORO! Descansa a alma e renova as forças, motiva e estimula a vontade de descobrir e visitar lugares dantes somente em nosso imaginário, permite-nos identificar peculiaridades de lugares e pessoas, enfim, faz um bem danado á nossa mente.
    Este ano, "Quando setembro vier" , não que vá à Itália que nem no filme, visitarei a sua terra natal, Porto e Lisboa. Mas antes, darei um pulinho na Suíça, no CERN, para presenciar um momento histórico, a abertura para visitação ao público, pela segunda vez, desde que o projeto fora criado, do Acelerador de Partículas de Protóns, apenas nos dias 26 e 27 de setembro. Bom, de lá, junto com o meu Einstein, iremos a Marrakech sentir o cheiro das especiarias do povo marroquino e a atmosfera do deserto.

    Lúcia Sandes Kimura

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Lúcia. Trocaremos posteriormente informações das experiências turísticas. Fico aqui na torcida para que tudo corra pelo melhor. Abraço

      Excluir
  2. Não sei o que é mais encantador: a paisagem? a palavra? o vivenciar da poeta? difícil decisão! Simone M.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Simone, pela leitura sempre aguda e generosa.

      Excluir
  3. Você me fez lembrar do Xingó!!!!
    Duas experiencias complementares, não é?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, Adélia, complementares e muito diferentes, cada uma com suas próprias especificidades. Ambas valem a pena.

      Excluir